Desafiei este grande companheiro de "escrevinhices" a tratar um tema por semana e dei o mote "o que é o amor?"
Sim, o tema é vasto, demasiado vasto para ter uma resposta certa e única. Pouco importa, aqui conta mesmo é que escrevamos, que partilhemos, que evoluamos enquanto escrevinhadores e que paremos neste mundo louco que nos consome para pensarmos.
Para já comecei por pensar no que vou escrever, "escolher" um amor. Decidi escrever sobre aquele que é, provavelmente, o meu maior amor. Não é aquele que nasce visceralmente cá de dentro, esses são outros e alguns já esboçados em posts passados, não, apenas aquele que me emociona, aquele que é capaz de me deixar com as lágrimas nos olhos e no entanto nunca me fará chorar lágrimas grossas.
Falo-vos do amor pelo Outro, no sentido bíblico do termo. Do amor imenso que nutro pela humanidade e que me faz querer descobrir novos mundos e novas gentes, e, ao mesmo tempo, exerce sobre mim uma força de gravidade gigantesca.
Quando penso no ser humano, confesso que as primeiras coisas que me assolam o espírito não são propriamente coisas boas. Mas só não se gosta de algo quando esse algo não nos é indiferente, quando sentimos necessidade de ter expectativas para ele, quanto queremos torná-lo melhor.
O Ser Humano é aquilo que de mais especial e mais horrível conseguimos criar. Não existem pessoas boas ou más, existem pessoas que nos fazem passar momentos inesquecíveis de tão bons ou de tão maus. Todos somos capazes do melhor e do pior, a capacidade de perdoar e de não julgar, essa foi reservada só para alguns.
É este Ser Humano que produz algo tão belo quanto a música, a imagem, a junção das palavras que eu amo. Amo este Ser Humano que se emociona, que me emociona, que faz da vida um curto espaço num vasto momento do tempo de que vale a pena desfrutar.
Isto sim é o Amor. Uma manta de retalhos feita com o de melhor existe dentro de cada uma das pessoas com que nos cruzamos, ainda que frugalmente.