domingo, 4 de setembro de 2011

Quem me leva os meus fantasmas?


Ontem foi um dia de confidências. Confidências daquelas que só fazemos a poucos que realmente merecem conhecer o que de pior pôde existir em nós, que permitem compreender as linhas com que cosemos o nosso pensamento e o fio condutor que provoca as nossas reacções.

Ouvi também confidências, confidências que certamente foram difíceis de libertar porque mexem com a essência do que nos mantém acesos.

Mas confiámos, e ali num sítio que em nada combinava com a profundidade do que se disse entre nós, senti um sentimento de libertação e de grande alegria: o primeiro porque agora sim somos realmente Amigos com A maiúsculo porque já não tenho nada a esconder-lhe e o segundo porque ele soube entender e não julgar.

Falámos ontem de solidão, do peso dela na nossa vida. Acredito que a solidão termina para sempre no dia em que nós fazemos algo especial na vida de outra pessoa que a fará sempre pensar em nós em determinado momento.

Já falei aqui várias vezes desta amizade, principalmente pelo facto que foi ela que motivou a existência deste blog. Mas hoje ela tem outro peso, não porque olhe para ela com outros olhos mas porque me fez acreditar que não estava tão sozinha quando olhava para o mundo que me rodeia. E isso enche-me de força para continuar no meu caminho.

Tem clara e sinceramente sido a melhor descoberta dos últimos tempos.


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