quarta-feira, 14 de setembro de 2011

(2004-2011)

Demorou meses, talvez anos, talvez 2 anos, mas consegui.

Consegui finalmente aceitar uma realidade que teimava em parecer uma miragem de oásis na minha vida.

Finalmente consigo ver e sobretudo aceitar a vida sem ti. Não que tenha desistido ou baixado os braços de vez, ainda não, mas aceitei que tudo pode acontecer e sei que a escolha de onde vou viver os próximos anos da minha vida depende essencialmente de uma escolha que só tem a ver connosco.

Sei hoje que essencialmente terei de viver comigo o resto da vida e não posso deixar que cicatrizes demasiado profundas se instalem em mim. Sei hoje que nos terei vivido a 100 % e que não levo qualquer não-dito ou não-feito comigo.

Agora resta-nos cuidar dos feridos, refazermo-nos e reinventarmo-nos sob novas formas. Estarás sempre guardado no meu coração, terás sempre sido a pessoa mais especial que conheci em toda a minha vida e amarte-ei sempre, mas agora ficarás guardado numa gavetinha nos fundos do coração da qual perderei convenientemente a chave.

É tempo de dar novas oportunidades à vida.

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